6 de mar. de 2010

A futilidade e a "psico-regra" (?)



  • Eu não suporto futilidade. Se existe uma coisa que eu aprendi durante os meus anos de vida é que independente da sua conta bancária, você precisa ser humilde. Humildade não significa pobreza. HUMILDE, adj. Modesto; simples; despretensioso. Não quero dizer que as pessoas precisam ser 100% modestas, até porque quando alguém sabe fazer algo e bem feito, deve realmente mostrar que sabe. Porém, essa minha primeira postagem vai para os mauricinhos e patricinhas que não tem nem merda no cu pra cagar e querem mostrar os seus dotes bancários.

  • Vocês devem se perguntar por quê na minha primeira postagem eu estou falando sobre isso, talvez seja até uma forma de me apresentar. Nasci e fui criado em um bairro da periferia de Salvador, mas pude estudar em colégios de qualidade, tendo então contato com a grande diversidade das classes sociais. Descobri que não é necessário ser rico pra ser esnobe, encontrei muita gente "humilde" como eu que criava fantasias sobre a sua condição financeira. Descobri também que nem todo rico é esnobe, conheci muitas pessoas que hoje são amigas minhas que tem ótimas condições financeiras e nem por isso são pretenciosas. E hoje, cursando Psicologia, percebo no meu campus a mesma coisa que percebia no colégio... uma grande diversidade, porém muito pior. Eu não tô querendo julgar ninguém, só vou comentar sobre alguns ocorridos.
  • No meu campus, a galera de ADM não se bate muito bem com a galera de Psicologia, principalmente os homens (nunca aconteceu nada comigo que pudesse comprovar esse fato, porém é um grande boato e sempre rolou essa conversa). Dizem que nós, de Psicologia, somos gays... É pra julgar? E se eu dissesse que em ADM só tem os mauricinhos que não tem nada em mente, só academia, festas e cartão de crédito, sustentados por papai e só estão fazendo uma graduação para poder assumir a empresa da família? Poxa... eu estaria generalizando, né? Pois é, administradores ou sei lá quer que sejam, nem todo homem que faz Psicologia é necessariamente gay. E nem toda mulher que faz Psicologia é necessariamente nerd ou maconheira.
  • Mas minha indignação não é apenas com os outros cursos, e sim com os estudantes do próprio curso de Psicologia. No dia do trote, eu soube que uma veterana disse "Homem que faz Psicologia ou é gay ou gostaria de ser mulher."... Ok... Vamos refletir? Uma estudante de PSICOLOGIA que faz um julgamento desses tem carga mental para ser uma psicóloga? Sem contar as patricinhas. Em dado momento no auditório eu estava fazendo uma brincadeira com um brother e simplesmente a que estava da minha frente (que também é primeiro semestre e estuda na sala ao lado), virou para a amiga e disse "Ele se acha engraçado né?", a amiga perguntou "Quem?", e ela simplesmente olhou para mim na maior cara de pau. Claro que o momento não era propício para eu falar alguma coisa, até porque estávamos no meio de uma palestra... mas se ela estiver lendo isso aqui agora, e a pessoa sabe quem é... saiba, que foi a primeira e última vez.

  • Mas é isso aí, homens que querem fazer Psicologia e não fazem porque a "psico-regra" diz que os que fazem são gays, quebrem esse tabú. Façam e mandem quem acha isso tomar no cú! ;) Até rimou! rs... O curso é muito bom, se realmente gostarem, vale a pena!
  • Quer saber? Já foi! ;)
    abração e até o próximo domingo! :D