Com certeza todos estão vendo o desfecho do caso Isabella Nardoni, um crime que chocou a todos há dois anos. Em que mundo nós estamos? Uma criança foi morta pelo padrasto por ter comido um pudim sem autorização e por ter quebrado uma impressora... há indícios de que um garoto de doze anos tenha matado a própria madrasta grávida enquanto dormia. E como esquecer o caso João Hélio, o pobre garoto que foi arrastado durante quilômetros preso ao cinto de segurança do carro... sem contar a garota Gabriela, atingida por uma bala perdida no metrô. Quando o juiz bateu o martelo condenando Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá a 31 e 26 anos de prisão, nós, brasileiros, podemos sentir que por mais que pouca, ainda existe senso de justiça no Brasil.

Mas não é apenas de violência física que estou me referindo. Políticos corruptos que levam dinheiro do povo não seria uma forma de violência? Chegam nas comitivas e nas propagandas eleitorais e prometem, prometem, prometem... enquanto isso o dinheiro que seria investido em escolas, hospitais e obras desaparecem como fumaça. Falam de justiça e são cruéis com os que mais precisam de sua ajuda. Cada dia que passa eu percebo o Brasil afundando, como se existisse um buraco negro sugando toda a nação para a escuridão; você liga a TV e só assiste misérias, entra na internet e encontra mais notícias ruins. Não estou dizendo que no Brasil e no mundo só existem coisas ruins, mas existe um sensacionalismo tão grande em torno das coisas ruins que parece que só existe isso.
O caso Nardoni não foi o primeiro e infelizmente não será o último. Que tipo de pai mata a própria filha indefesa e que tipo de filha mata os próprios pais indefesos, como o caso de Suzane von Richtofen? Que tipo de amor leva um homem a trancar a ex-namorada durante dias num apartamento e ainda matá-la, como o caso da garota Eloá? O que leva um homem a assaltar um ônibus, fazendo pessoas reféns e matando uma mulher indefesa, como o caso do ônibus 174? ... Onde estão os pilares da sociedade brasileira? São perguntas de respostas difíceis, mas eu digo para vocês... um dia eu ainda irei respondê-las.
"Ninguém pode calar dentro em mim, essa chama que não vai passar. É mais forte que eu e não quero dela me afastar... já não sei explicar como foi e nem como ela veio. Mas só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo o que creio."
Silêncio?! JUSTIÇA!
Quer saber? Já foi!
Abração e até o próximo domingo! :D
